O aperto de mão


Conheces o Ricardo Teixeira? Aquele careca karateca, guru do marketing digital?

Eu sou filha de empreendedor, também careca, mas pouco dado a exercício físico, homem de negócios daqueles à antiga que se pautavam pelo rigor e palavra.

Ética nos negócios!

Bastava um aperto de mão. Sabes como é?

Já há poucos assim!

Pois, eu nasci e cresci nesse meio de muita luta, persistência, adrenalina do combate negocial, muitas vitórias e KO’s técnicos.

Lembro-me de estar a construir uma campanha de marketing e andava entusiasmadíssima (porque sou muito idiota, tenho muitas ideias, sabes?) e decidi apresentar-lha.


Ele ouviu-me atentamente, com aqueles olhinhos de lince, a cofiar a sua barba, em análise duvidosa (mas, felizmente, no fundo dos seus olhos via sempre uma pontinha de orgulho) e no final, perguntei-lhe se concordava e o que achava.


Sabes o que ele me respondeu?


Algo muito inesperado, porque ele não era homem de grandes lamechices. Era curto e grosso e não andávamos aqui a brincar aos negócios! Conheces o género?

- Olha filha, ouvi-te atentamente e acho que percebi tudo. Mas, vou-te perguntar:

Gostas do que fizeste? Está-te a dar gozo? Então faz!


Fiquei atónita, pois, esperava a habitual crítica, o desmontar e refazer, a exigência e perfeccionismo habituais. Porque não estamos cá para perder.


Mas, não!

Afinal o meu pai também se movia por sentimentos, pelo gozo e alegria do trabalho, não só pelo dinheiro!


Por isso, voltando ao Ricardo Teixeira, gosto tanto da abordagem deste “Mestre”.


O Ricardo Teixeira transmite isso mesmo. Rigor e inteligência no negócio, mas, sem deslumbre e sempre com muito gozo, pica, adrenalina e sobretudo, foco no sucesso.

Inspira confiança!

É daquelas pessoas que podes acreditar no seu aperto de mão!

São estas pessoas que deves escolher para te rodearem, as que te incentivam, as que te acrescentam e que apostam em ti.


Caramba, como deve ser bom trabalhar com alguém assim!

Que saudades do meu pai!

Ah e já agora. Não penses que o meu pai tinha enlouquecido ou já estava velho e resignado.

Não, pá! A campanha estava mesmo boa! 😊

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