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O metaverso é um conceito de um universo 3D persistente, online, que combina vários espaços virtuais diferentes.


O metaverso permite que os usuários trabalhem, se encontrem, joguem e socializem nesses espaços 3D.


Pode ver-se alguns aspectos do metaverso em mundos virtuais de alguns videojogos existentes, como o Second Life e o Fortnite ou em ferramentas de socialização de trabalho como a Gather.town que reúnem vários elementos da nossa vida em mundos online.

Embora esses aplicativos não sejam o metaverso, eles são um pouco semelhantes. O metaverso propriamente ainda não existe.


Além de oferecer suporte a jogos ou a mídias sociais, o metaverso combinará economias, identidade digital, governo descentralizado e outros aplicativos.


A criação do usuário e a propriedade de itens e moedas valiosos ajudam a desenvolver um metaverso único e unido. Todos esses recursos fornecem ao blockchain o potencial de impulsionar essa tecnologia futura.


Embora não sejam obrigatórias, as criptomoedas podem ser uma ótima opção para o metaverso, pois, permitem a criação de uma economia digital com diferentes tipos de tokens de utilidade e colecionáveis ​​virtuais (NFTs).

No mundo Blockchain estão a ser misturados aplicativos de realidade virtual como a Axie Infinity, a SecondLive e a Decentraland.

Asim, o metaverso é um espaço de interação onde a realidade física e a virtual convergem num mesmo espaço de interação e está em plena expansão, reunindo um número crescente de empresas de diversos setores de atividade, entre as quais, a imobiliária.


A atividade imobiliária no metaverso está a aumentar e prova disso é que se formalizaram investimentos em terrenos e edifícios virtuais num valor superior a 500 milhões de dólares em 2021, chegando a 85 milhões de dólares em janeiro de 2022 e com previsões de atingir 1.000 milhões de dólares ao longo do ano. Esses números vêm de um relatório elaborado pela MetaMetric Solutions, baseado nas quatro plataformas virtuais mais importantes da atualidade: The Sandbox, Decentraland, Cryptovoxels e a Somnium Space.

Qualquer pessoa pode aceder a este universo de uma forma muito simples, que pode ser equiparada a passear por um centro comercial desenhado em 3D. O usuário cadastra-se numa das plataformas, com maiores ou menores exigências, cria o seu avatar e pode explorar e participar ativamente naquele espaço virtual, interagindo com ele e, dependendo da proposta, com as empresas que compraram ou arrendaram lá um imóvel.

Mas, não se trata apenas de comercializar espaços virtuais, pois, já é utilizado como plataforma para vender imóveis físicos.

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Neste novo mundo emergente, já existem experiências concretas no campo imobiliário para comercializar imóveis.


Há poucos dias, um dos principais promotores imobiliários espanhóis Metrovacesa, em aliança com a Proptech Datacasas, uniu forças para comercializar casas no metaverso, na comunidade Decentraland para o empreendimento Málaga Towers, um empreendimento de 71 casas de luxo a poucos metros da praia na cidade de Málaga, no sul de Espanha.


Especificamente, a Metrovacesa e a Datacasas Proptech projetaram e criaram um edifício virtual que pode ser visitado de uma forma simples e interativa e no qual podem ser visualizadas informações sobre o projeto Málaga Towers, o modelo 3D, vídeos do projeto e as plantas. Da mesma forma, o usuário pode ser atendido por um vendedor virtual e conhecer os próximos passos para reservar uma das casas, caso o cliente assim o solicite, num processo 100% digital. (https://www.datacasas.com/meta)


Qualquer operação na metaverse é realizada com moedas virtuais, através de 'contratos inteligentes' e de NFTs (tokens não fungíveis), ou seja, ativos digitais exclusivos.


Assim, está-se a criar um novo canal de relacionamento com um cliente de perfil 100% digital e um novo modelo de negócio para a aquisição de uma casa física, através de formas de pagamento e investimento virtuais, por meio de NFTs, a partir do seu telemóvel.


A gigante PwC comprou recentemente um terreno virtual NFT no metaverso do Sandbox – um jogo para telemóveis e Microsoft Windows onde os terrenos digitais seria comprados por USD$ 10.000, para serem desenvolvidos e posteriormente vendidoa. Mas um pedaço de terra virtual no metaverso supostamente foi vendido por USD $ 4,3 milhões em novembro de 2021.


Embora o custo do ativo virtual da PwC não tenha sido divulgado, foi observado em vários blogs de criptomoedas que a PwC de Hong Kong pretende construir um centro de consultoria Web 3.0 para uma nova geração de serviços profissionais, incluindo contabilidade e tributação. William Gee, sócio da PwC Hong Kong, foi citado dizendo que a empresa procurará "alavancar a sua experiência no aconselhamento de clientes do "fenômeno digital" metaverso”, como startups de criptomoedas promissoras e colher os benefícios do desenvolvimento de seus investimentos.


À medida que uma bolha de hype continua a aumentar em torno do valor percebido de tokens não fungíveis (NFTs) e a capacidade de investir num ativo inexistente, sem valor material, há um clamor crescente para capitalizar as oportunidades apresentadas pelo comércio digital.


Irá a blockchain mudar tudo no mundo imobiliário?

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